Eu nem imaginava que um dia eu teria um filho. Muito menos que essa pessoa me desse a mao. E em mim, confiasse tanto. Hoje a Sophia eh nosso elo, por ela fazemos tantos sacrificios. Adiamos sonhos e const outros. A nossa vinda aa Italia eh uma prova disso. Sonhamos com tranquilidade e liberdade. E aqui estamos confinados ha quase duas semanas. A cidadania vai sair... Jah sao treze dias que mais parecem treze decadas. As folhas amareladas no chao comprovam que o outono estah aqui, mas parece que jah estamos ha muito mais que uma unica estacao. As ruas desertas em plena terca feira a tarde me traz ainda mais saudade da minha Londres agitada, barulhenta e poluida! Ela que me faz falta. Essa capital de tanta racas e povos que me tranca a garganta de saudade. Um choro, doloroso e sofucado, por nao saber quando sentirei o cheiro de oleo diesel queimado nas estacoes do metro londrino. A chuva fina que molha o casaco e a ponta dos pes. O vento impiedoso. O transito louco, mas organizado. Sera que meu bisavo italiano me odeia? Perdao, em publico, Emilio Giuseppe Romanini, por tanta vontade de deixar sua tao amada Italia. Por amar Londres e soh sonhar com as pontes que cruzam o Tamisa. Com os onibus vermelhos cortando a cidade. Com os parques lindos em qualquer epoca do ano. Meu coracao palpita toda vez que um aviao deixa o aeroporto aqui do lado na casa. Exercitar a paciencia. Controlar a ansidade. Esperar pela minha vez...
Publicado em 07 de novembro de 2007 às 19:42 por ca